quarta-feira, 17 de outubro de 2012

cada cicatriz esconde a sua história. esta ainda exposta, rasgou fundo o meu coração e ainda me faz chorar até ultrapassar todas as fronteiras da nostalgia, da insónia e da exaustão. ainda me faz sentir saudades daqueles sorrisos e acenos discretos, daquele teu cheiro que me enlouquecia, e dos arrepios que sentia dos pés á cabeça quando o meu olhar te encontrava. já me apercebi que luto contra algo invencível, que insiste e persiste. algo impossível de derrotar, evitar, negar ou até contrariar. porque infelizmente percebi tarde demais que a minha vida jamais seria a mesma depois de teres saído dela.

sábado, 4 de agosto de 2012

vejo-me num precipício prestes a dar um passo em falso e a cair irremediavelmente. tento com todas as minhas forças manter o equilíbrio, e aguardar que uma ponte se ergue abrindo-me assim caminho para correr, fugir de ilusões investidas, dilemas incompletos e condenações de saudade. tanto posso cair e afogar-me no meu próprio sofrimento, como manter a calma e escutar respostas sopradas por ventos a todas as perguntas que me mortificam, e assim seguir em frente e deixar que se torne pó todas estas dores sufocantes, todo este desespero que o meu corpo não pode mais suportar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

tens um jeito desajeitadamente carinhoso e meio errado de me fazer paralisar no nosso tempo de loucura quase embriagada. juntos somos egoístas em beijos sufocantes e não medimos os actos nem as palavras nas horas de saudade sensivelmente incontrolável. oh, como eu sempre gostei daquele aroma inigualável do teu pescoço, da nossa cumplicidade e dependência em aprazíveis momentos de entrega e de sentir a tua respiração em instantes em que o silencio só é rompido com suspiros. pertencemos-nos irrevogavelmente, embora saibamos que acabará, e isso é tão certo como o calor do fogo, tão natural como respirar.